Fiscais agropecuários continuam mobilizados

Os fiscais da ADAB continuam a protestar contra a nomeação de Paulo Cezar Oliveira como Diretor-Executivo da Agência, que não tem graduação de nível superior, além de outras medidas tomadas pelo Governo da Bahia que tem prejudicado a autarquia. Enquanto realizam as fiscalizações e demais atividades, os servidores da ADAB levam um broche com um laço preto no peito como símbolo de luto para denunciar à toda a população que esse importante órgão estadual vem sofrendo um processo de enfraquecimento, que pode não apenas comprometer atividades essenciais para a agropecuária baiana, como também acabar na extinção da própria ADAB.

Os fiscais da ADAB marcaram presença no Fórum Nacional dos Executores da Sanidade Agropecuária (FONESA), regional Nordeste. Durante atividades como o Treinamento de Auxiliares, Projeto ADAB na Escola e Fiscalização de Lavouras de Bananas, os fiscais agropecuários utilizaram a fita de luto no peito, deixando claro para todos a atual situação de insatisfação na ADAB.

A ASSERF, além de entidades que representam a categoria como a AFA-BA e a ASTEFIRBA, têm feito as seguintes reivindicações:

– Publicação do decreto com as alterações relacionadas à Lei 7.439 de 18 de janeiro de 1999, de criação da ADAB, em seu Art. 12. no tangente à ocupação do cargo de diretor geral e diretores técnicos, substituindo o termo “preferencialmente” por “exclusivamente”, garantindo assim as competências técnicas exigidas pela envergadura dos cargos;

– Publicação do decreto contendo regras para ocupação dos cargos de Coordenadores Regionais e Gerentes Técnicos, em que se assegurem as competências técnicas requeridas ao exercício das funções;

– O restabelecimento do convênio celebrado entre Polícia Militar da Bahia e ADAB;

– Realização de concurso público, que é imprescindível para a revitalização da ADAB e manutenção do seu status  de excelência na prestação do Serviço Estadual de Defesa Agropecuária. 

Movimento

Enquanto as reivindicações da categoria não são atendidas, as entidades que representam os servidores da ADAB têm sugerido que os profissionais tomem as seguintes atitudes:

– Em todas as ações de educação sanitária: denunciar a crise na ADAB e conclamar o público a apoiar o movimento;

– Restringir os horários de atendimento ao público, como emissão de PTV e abertura de cadastro. Como justificativa, informar a necessidade de desempenhar outras atividades como a elaboração de análises, relatórios e atividades externas;

– Viajar apenas com as diárias pagas;

– Não permitir o recebimento de vacinas pelas revendas sem o acompanhamento do pré-posto da ADAB.

A próxima Assembleia Extraordinária da categoria está marcada para o dia 4 de outubro, onde será feita a avaliação do movimento, além de novas deliberações.

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